




A frota de ônibus da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), atendida pelo consórcio de empresas privadas chamada RedeMob (Rápido Araguaia, HP Transportes Coletivos, Viação Reunidas, Cootego), e a estatal MetroBus, que são responsáveis por todo o sistema de transporte coletivo da RMG, é de aproximadamente 1.149 ônibus hoje (no edital Concorrência 001/2007 eram necessários 1.400 ônibus) e 6.400 pontos de parada atendendo a Capital, Goiânia, e mais 18 municípios no entorno. São 293 linhas de transportes e 21 terminais de integração sendo que 93% de todo o serviço da RMTC se concentra em 5 cidades: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira*. O total de habitantes atendido nestas 5 cidades é de aproximadamente 2.4 milhões de habitantes (IGBE, 2020).

"As concessionárias privadas acham-se vinculadas à prestação dos serviços na RMTC por força dos Contratos de Concessão celebrados em 25/03/2008, derivados da Concorrência CMTC nº 01/2007, estando todas as empresas, inclusive a estatal MetroBus, submetidas, ainda, aos termos do Regulamento Operacional aprovado pelo art. 3º da Deliberação CDTC-RMG nº 60, de 27/11/2007, e demais atos normativos baixados pela CDTC-RMG e pela CMTC. (RMTC, 2020)"

A implantação do Metrô Subterrâneo e do VLT, sozinhos, não resolverão 100% dos problemas do transporte coletivo. A inclusão dos ônibus neste novo modelo é extremamente importante para que o sistema, principalmente o VLT, possa ser abastecido por passageiros oriundo de regiões que, mesmo após a instalação dos equipamentos da Rede Férrea, ainda se encontrarão afastados dos mesmos. Apesar de estar abrangendo quase 93% da população da RMG, outras cidades, até pelo caráter social, humanitário e, principalmente, pela carência de trabalho, ainda necessitam que suas regiões estejam conectadas à região da Cidade de Goiânia, ou às cidades que são polos conurbados (Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira). E, mesmo nestas cinco cidades (após a expansão), bairros inteiros ainda estarão com a sua população local desconectados de Estações da Rede Férrea. Atender estes usuários, e aos com mobilidade reduzida, é a característica mais importante para se ter em operação os Ônibus Convencionais.
